O governo federal está preparando um programa de aumento do número de aeroportos no país por meio da regionalização. De acordo com o ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wagner Bittencourt, a projeção é que, até 2014, haja 210 unidades em operação. O montante atual está em 130 terminais, o que implicará uma expansão significativa em relação ao quadro atual.
O grupo de trabalho que trata do assunto já está em atividade. A ideia é lançar o programa num curto espaço de tempo, incrementando a gama de alternativas hoje existentes para a população. Segundo o dirigente ministerial, os recursos para o programa terão como origem o Fundo Nacional da Aviação Civil. Implantada em abril do ano passado, essa rubrica conta com aproximadamente R$ 2 bilhões por ano e é formada por verbas advindas das concessões dos aeroportos e da arrecadação de percentuais da receita bruta dos aeroportos concedidos, entre outros itens.
Para o ministro, é muito importante estabelecer uma malha aeroviária que permita aumentar o fluxo de brasileiros que viajam e que atenda a grande maioria da população. Atualmente, os aeroportos nacionais prestam serviços para menos de 80% da população e a perspectiva é dar atendimento para 94% do contingente populacional. Ainda não há uma definição da forma de gestão, mas é certo que a construção ficará por conta dos entes estaduais.
O anúncio governamental vem ao encontro da necessidade de aumentar o fluxo de turistas no país, tanto por conta da vinda de estrangeiros como pela movimentação interna. É certo, porém, que isso só será possível se os serviços de transporte tiverem uma qualidade compatível com a demanda e com as necessidades de quem se desloca. Aumentar o número de aeroportos, com novas rotas, é uma forma de melhorar a logística aérea, contribuindo para o crescimento do setor de turismo e gerando benefícios em escala.
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