Davos - A infraestrutura do Brasil é vista como o ponto fraco do país, que foi objeto de atenção especial, neste sábado, no Fórum Econômico Mundial de Davos, penúltimo dia do 42 Fórum Mundial Econômico, em Davos, na Suíça, a partir de seu modelo econômico de sucesso, que criou 14 milhões de empregos em menos de uma década. "A infraestrutura é ainda um dos principais desafios para o Brasil", disse o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno.
"O Brasil, provavelmente, investe 2,5% do PIB no setor, mas isso não é suficiente", disse Moreno, lembrando que é mais caro transportar um contêiner da Colômbia para o Brasil do que para o Canadá. O secretário-executivo do Ministério brasileiro de Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, recordou que, durante mais de duas décadas, o Brasil vive um "apagão" neste setor, tendo sido obrigado a reconstruir estradas, aeroportos e portos. Outros desafios são a questão dos impostos cobrados no país e a reforma da Previdência, admitiu Teixeira.
Muitos criticam o fato de o país ainda ser um exportador de commodities, mas não se pode esquecer, recordou Teixeira, que é o terceiro produtor mundial, atrás da China, com quem mantém superávit comercial. Mas, segundo o chanceler Antonio Patriota, a qualidade do comércio com a China não é a ideal, porque o Brasil exporta sobretudo commodities e importa produtos acabados. "Estamos insistindo na agenda com parceiros que nos possam trazer benefícios científicos e tecnológicos, além de novas oportunidades econômicas", disse Patriota.
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