Uma terceira edição do ranking dos países inovadores mostra que o Brasil caiu da 50 para 68 na classificação do relatório elaborado pela escola mundial de negócios Insead em parceria com a Confederação da Indústria Indiana (CII). O estudo é denominado Índice de Inovação Global. As economias mais inovadoras indicadas pelo levantamento são Islândia, Suécia e Hong Kong, que lideram em nível mundial.
Em termos de América Latina, o país ficou atrás de países como Costa Rica, Chile e Uruguai, figurando na sétima posição. No ano passado, estava na terceira colocação do Bric, grupo que reúne também Rússia, Índia e China, mas agora teve o pior desempenho de todos.
O trabalho de campo foi desenvolvido coletando dados de 132 países, levando-se em conta cerca de 60 indicadores diferenciados. Entre os pontos aferidos estão patentes por milhão de habitantes, investimentos em pesquisa e desenvolvimento, montante de usuários com acesso à Internet banda larga, celulares por cada cem habitantes e tempo médio para se abrir um negócio no país. Também os benefícios da inovação fizeram parte da agenda, com medição de bem-estar social, abrangendo dados de investimentos com educação, PIB per capita e o índice Gini de desigualdade social.
Não obstante os números não serem favoráveis ao país, o relatório avalia como promissor o seu potencial de desenvolvimento. A ausência de conflitos étnicos, o pré-sal, a pouca incidência de catástrofes naturais, entre outros fatores, são itens levantados como positivos para levar o Brasil a integrar o rol dos países mais inovadores. Também foi citada a necessidade de os órgãos gestores, como Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), revisarem suas práticas e procedimentos em busca de maior celeridade na proteção dos direitos de invenção.
Os Estados Unidos lideraram a pesquisa no ano passado e agora estão na 11 colocação. Isso mostra que há altos e baixos no que diz respeito às políticas públicas e privadas destinadas a ampliar a inovação. O Brasil deve aproveitar para assimilar as lições do levantamento de forma a que a tecnologia e seus benefícios voltem a ser um ponto basilar para que o crescimento da economia seja um fato derivado de muito trabalho e de muita pesquisa.
|