O Brasil tem uma boa imagem no exterior em relação à sua cultura, à hospitalidade do seu povo e aos seus atrativos naturais. Entretanto, um dos pontos que inibem o aumento na leva de estrangeiros que visitam o país é a questão da segurança pública. A escalada da violência costuma ser citada como um ponto negativo para que nosso turismo se desenvolva em toda a sua potencialidade. Se isso já é um problema em tempos atuais, muito mais atenção deve receber no período que antecede a realização do torneio e, principalmente, durante o evento.
O tema do policiamento de massa durante a Copa do Mundo foi tratado num encontro que reuniu representantes dos órgãos de segurança durante dois dias na Academia Nacional de Polícia Federal, em Sobradinho (DF). Eles definiram que o esquema a ser montado contará com um Centro de Comando e Controle sediado em Brasília. O órgão estará integrado a centros idênticos nas 12 capitais que receberão os jogos no Brasil. Segundo Alexandre Aragon, secretário nacional de Segurança Pública substituto, a central de Brasília manterá contato permanente com as unidades federativas para atender às suas necessidades e remanejar efetivos, se isso tiver que ser feito. Esses centros receberão infraestrutura fornecida pelo governo federal, mas deverão ser geridos pelos próprios estados. Tudo deverá ser feito na base da cooperação das forças policiais dos estados e da União.
O desafio de fazer com que haja uma efetiva prestação de serviços e de suporte que tranquilizem turistas, dirigentes e delegações esportivas dos países participantes, em relação a uma estada no Brasil, não será tarefa fácil, mas, com muito trabalho e organização, isso poderá chegar a bom termo. As dimensões do campeonato exigem um acompanhamento e um planejamento de monta. Haverá jogos em 12 capitais, Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA), além de envolver outras cidades que funcionarão como subsedes. A imagem do Brasil no exterior irá depender do êxito na tarefa de ser o país anfitrião de uma nova edição da maior festa do esporte mais popular do planeta.
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