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Notícias - Detalhes sobre essa notícia
Título: Brasil é caro para fazer negócios
Autor: Publicado no jornal Correio do Povo
Data: 08/04/2012
Link: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=191&Caderno=0&Noticia=410200
Notícia:
São Paulo - Na semana em que o governo brasileiro anunciou um pacote de benefícios ao setor produtivo, um estudo divulgado pela consultoria KPMG mostra que a indústria brasileira precisa mais do que medidas de estímulo. De acordo com o estudo, o Brasil é o lugar mais caro para se fazer negócios entre os países considerados emergentes e que têm apresentado alto crescimento econômico. Na prática, o levantamento feito pela KPMG mostrou que o Brasil é menos competitivo em termos de custos para as empresas do que China, Índia, Rússia e México e precisa de reformas estruturais para ganhar competitividade.

A pesquisa Competitive Alternatives, da KPMG, levantou 26 itens relevantes para o ambiente de negócios, como custos com mão de obra, impostos e aluguel de imóveis, entre outros. O levantamento também apura dados não relacionados a custos que influenciam a capacidade competitiva dos países, como questões demográficas, educação, condições de trabalho, aplicação de inovação e infraestrutura.

No Brasil, foram apuradas informações nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte. A edição de 2012 da pesquisa foi a primeira a examinar os países considerados emergentes e a comparar a competitividade de custo entre Brasil, Rússia, Índia, China e México. O estudo constatou que a China e a Índia são os líderes entre todos os países estudados, com custos empresariais gerais, respectivamente, 25,8% e 25,3% abaixo da base de referência, que é dos Estados Unidos: base 100. Os baixos custos de mão de obra aumentam a vantagem competitiva para China e Índia. A China tem os menores custos no setor de manufatura, e a Índia, no setor de serviços.

A KPMG afirma que, além de serem menos competitivos entre os emergentes analisados, os custos empresariais no Brasil se aproximam dos níveis de países desenvolvidos. Por exemplo, os custos no Brasil são só 7% mais baixos em relação aos Estados Unidos, enquanto a China, que lidera a lista, tem custos 25,8% menores que os dos americanos, seguida por Índia (-25,3%), México (-21%) e Rússia (-19,7%).

"Os níveis salariais brasileiros, incluindo o salário mínimo, estão significativamente acima daqueles dos outros países de alto crescimento estudados, e a alta carga tributária também impacta o desempenho total de custos do Brasil", afirma Roberto Haddad, sócio da área de Tributos Internacionais da KPMG no Brasil. O estudo mostrou que o Reino Unido e a Holanda, entre os países desenvolvidos, foram classificados como líderes de baixo custo, onde é recomendável fazer negócios, de acordo com o levantamento da consultoria.

O Reino Unido saltou do quarto lugar em 2010 para a primeira posição do ranking neste ano, impulsionado por uma combinação de menores valores com mão de obra no período pós-recessão, custo de instalações industriais mais baixo e serviços públicos eficientes.
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