O presidente da Hungria, Pal Schmitt, deixou o cargo ontem, após revelações de que sua tese de doutorado de 1992 foi em boa parte copiada e de que suas credenciais científicas foram revogadas. Schmitt, um ex-atleta que participou das Olimpíadas de 1968 e 1972, quando conquistou duas medalhas de ouro em esgrima, afirmou ao parlamento que as acusações de plágio são mentirosas e declarou que elas prejudicam o país e o governo.
Schmitt, de 69 anos, deixou a sede do Legislativo acompanhado pelo primeiro-ministro, Viktor Orban, e por parlamentares dos partidos governistas - o Fidesz, de Orban, de direita; e os democratas cristãos. A renúncia do chefe de Estado é mais um sinal da instabilidade política na Hungria. O premiê Orban, que fez seu nome político ao protestar contra o regime comunista antes de 1989, é criticado por centralizar o governo e também pelo fato de o seu partido, aliado a conservadores da extrema-direita, ter aprovado leis que contradizem normas da União Europeia sobre os direitos humanos e o respeito às minorias.
O bloco europeu, ao qual a Hungria aderiu em 2004, abriu investigações judiciais sobre o governo do país, porque acredita que a coalizão de governo de Orban, está comprometendo princípios democráticos, como a independência do Banco Central e do Judiciário húngaros. O governo conservador de Orban também mudou a lei de imprensa do país e os críticos afirmam que ele tenta controlar a mídia.
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