A Agenda 2020 está incluindo entre os seus debates o Planejamento Familiar.
Reunião neste sentido foi realizada nesta segunda-feira, 12/9, na sede da ONG Parceiros Voluntários, com integrantes do Fórum Temático de Cidadania e Responsabilidade Social da Agenda e convidados.
Na ocasião, foi apresentada as iniciativas da ONG Posso (Projeto Social Solidário), com sede em Guaíba, dedicada a ajudar pessoas carentes a acessar os serviços públicos de saúde, especialmente na área de planejamento familiar.
- Trabalhamos onde a saúde pública não chega - define um dos coordenadoras do Projeto, Adelia Santos.
O médico ginecologista e obstetra Thiago Duarte, voluntário do Fórum, revela que em Porto Alegre, no Bairro Restinga, a taxa de escolarização na faixa de 7 a 14 anos é de 96,8%, enquanto que na faixa de 15 a 18 anos é de 21,8%.
- A gravidez precoce é muito elevada na Restinga, pois 28,6% dos recém-nascidos são filhos de mães adolescentes. Geralmente, isso envolve o abandono da escola e contribui para reproduzir o ciclo da pobreza - disse.
Na Restinga, 59,9% das mães não possuem o ensino fundamental completo, o que compromete o desenvolvimento sadio dos recém-nascidos.
O abandono escolar torna estas mães menos preparadas para enfrentar o mercado de trabalho.A taxa de mortalidade é duas vezes maior que entre gestantes adultas, bem como a taxa de morte neonatal é três vezes maior.
- Além de disseminar a relevância do Planejamento Familiar a Agenda irá articular iniciativas junto ao Poder Público e a sociedade para ampliar a cobertura dos métodos anticoncepcionais previstos através da rede pública de saúde - afirmou o diretor técnico da Agenda, Paulo de Tarso Pinheiro Machado.
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