Publicado no jornal Zero Hora
Sobre os escombros do Muro, a festa da liberdade
Solenidade contará com representantes de diversos países para assistir a shows e outras atraçõesA Alemanha em geral e Berlim em especial prometem para hoje uma grande solenidade, aquela que está sendo chamada de “festa da liberdade”. No dia 9 de novembro de 1989, 20 anos atrás, o “muro da vergonha” foi derrubado, e o país voltou a ser um só.
Sob temperatura média de 4ºC, as celebrações lembrarão o clímax da lenta desintegração dos regimes comunistas da Europa Oriental. Naquela noite de novembro de 1989, o mundo assistiu incrédulo ao espetáculo de milhares de alemães orientais apertando as mãos dos compatriotas ocidentais, após a inesperada abertura das passagens. Líderes mundiais serão recebidos no Portão de Brandemburgo.
Haverá um concerto ao ar livre da orquestra da Staatsoper de Berlim, com o maestro argentino-israelense Daniel Barenboim. Autoridades alemãs e estrangeiras discursarão diante de milhares de dominós de 2,5 metros de altura que vão cair por mais de mil quilômetros para simbolizar a queda do muro que dividiu Berlim por 28 anos desde 1961 – esse será o ponto alto da cerimônia.
De acordo com o governo alemão, haverá ainda queima de fogos e shows, além de uma gigante corrente humana que irá marcar o antigo traçado do muro. Na Igreja do Getsemani, o ex-centro da dissidência em Berlim Oriental, haverá um ato ecumênico. Angela Merkel e outras personalidades políticas, em seguida, irão cruzar a ponte Bornholmer Strasse, onde ficava um dos primeiros postos a ser aberto em 1989.
São esperados líderes das antigas potências que ocuparam a cidade, como o primeiro-ministro inglês Gordon Brown, além dos presidentes francês e russo Nicolas Sarkozy e Dmitri Medvedev, respectivamente. Os Estados Unidos serão representados pela secretária de Estado Hillary Clinton. O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, também confirmou presença. Entre os ilustres convidados são esperados, também, o último líder soviético, Mikhail Gorbatchev, e o ex-líder polonês Lech Walesa. A chanceler alemã, Angela Merkel, e outras personalidades políticas, irão cruzar a ponte Bornholmer Strasse, onde ficava um dos primeiros postos a ser aberto em 1989.
*Com agências internacionais
O jornalista viajou a convite do Centro de Turismo Alemão
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