O Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e, a partir de hoje, África do Sul, ainda enfrenta problemas de superaquecimento econômico, como pressões inflacionárias e bolhas de ativos, parcialmente em razão das políticas de estímulo das economias desenvolvidas, disse ontem o ministro de Comércio da China, Chen Deming, em um comunicado conjunto divulgado pelos países. Os ministros do Comércio do Brics, que estão reunidos na ilha chinesa de Hainan antes da cúpula dos líderes do grupo hoje, também reiteraram seu apoio coletivo à proposta da Rússia de se juntar à Organização Mundial do Comércio (OMC) neste ano, afirmou o comunicado.
A cúpula do Brics, que incluirá discussões sobre os desafios econômicos e financeiros globais, deverá produzir uma retórica positiva sobre a cooperação entre as cinco economias emergentes e, possivelmente, algum tipo de apelo por uma reforma do sistema financeiro internacional. Pela primeira vez, o presidente sul-africano Jacob Zuma participa do encontro. Os ministros também prometeram se opor a todas as formas de protecionismo comercial e a expandir o comércio e o investimento mútuos, declarou Chen no comunicado. De 2001 a 2010, o comércio entre as cinco nações cresceu a uma taxa anual de 28%, para US$ 230 bilhões, de acordo com o documento.
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