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Energia e Ambiente - Detalhes sobre essa informação
Título: Gasolina é 50% mais cara que a americana
Autor: Publicado no jornal Correio do Povo
Data: 30/03/2012
Link: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=182&Caderno=0&Noticia=407485
Artigo:
Brasília - Apesar da recente alta dos preços do petróleo no mercado internacional, o Banco Central (BC) manteve a previsão de que os preços da gasolina não devem subir nos postos brasileiros em 2012. Mais do que isso, a instituição responsável por manter o poder de compra da moeda avalia que o combustível já é, no atual preço, 50% mais caro do que nos Estados Unidos.

"Se fala muito em divergência de preço da gasolina no Brasil e no resto do mundo. Mas se levarmos em conta que um galão de gasolina custa em torno de 4 dólares nos EUA e que o preço do litro está em torno de R$ 2,70 e R$ 2,80 no Brasil, o galão no Brasil custaria cerca de 6 dólares. Ou seja, cerca de 50% mais caro que nos Estados Unidos", argumentou ontem o diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo. A defesa do diretor do BC veio logo após a afirmação de que a instituição espera reajuste zero da gasolina nas bombas em 2012.

A expectativa da autoridade monetária é diferente da observada em alguns setores do mercado e até na Petrobras, de que é necessário elevar os preços. A presidente da petrolífera, Maria das Graças Foster, defendeu o aumento dos preços há algumas semanas. Nos últimos anos, o governo federal tem segurado o preço nas bombas para ajudar o BC no combate à inflação.

Apesar de considerar que a inflação em 2012 converge para o centro da meta, de 4,5%, ele admitiu que "não há apenas notícias boas a esse respeito", depois de apresentar alguns quadros com a desaceleração da inflação passada no atacado. "A redução da inflação dos itens comercializáveis é um destaque positivo. Entretanto, na inflação de não comercializáveis existe uma grande resistência na queda, especialmente nos serviços", acrescentou Araújo. Nos últimos 12 meses, por exemplo, a inflação de serviços acumula uma alta de 8,1%, muito acima do centro da meta de inflação, de 4,5%.

Outro ponto de atenção para o diretor do BC é a evolução recente dos salários, que têm apresentado ganho real (acima da inflação). "A gente também observa que os salários continuam crescendo com taxas bem elevadas no início deste ano", assinalou. No Relatório de Inflação, divulgado ontem pelo Banco Central, a instituição também manteve a previsão de reajuste zero para o botijão de gás.
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