A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está empenhada em fazer com que este ano de 2012 seja o ano de uma agricultura mais verde. A ênfase no setor primário virá na forma de suporte para estudos científicos que tenham o condão de fortalecer a produção brasileira e de dar mais estrutura para o sistema produtivo.
Para o presidente da estatal, Pedro Arraes, a ideia é intensificar as ações da empresa, voltada para o incentivo de novas descobertas tecnológicas úteis para os produtores. O objetivo é realizar esse incremento no que tange à inovação sem descurar das metas de sustentabilidade ambiental estabelecidas pelo governo federal.
A Embrapa notabilizou-se por prestar um importante papel em termos de manutenção de reservas dos recursos naturais do país. Enfrentou polêmicas em casos como os dos transgênicos. Hoje, está na vanguarda dos estudos sobre agroenergia. O presidente da empresa revela que as experiências já estão bastante avançadas, como é o caso do dendê no Cerrado.
Uma outra frente de pesquisa está relacionada com o combustível florestal, também conhecido como metanol. Uma palmeira, a macaúba, parece ser indicada para servir de fonte. Caso isso se confirme, será preciso traçar uma área de plantio e procurar parceiros na iniciativa privada.
A Embrapa, pelos seus estatutos, é uma empresa pública dotada de personalidade jurídica de direito privado e isso tem ajudado a obter a agilidade necessária para atuar num setor tão estratégico como o da agricultura. A aceitação dos produtos nos mercados interno e externo exige uma qualidade produtiva que demanda assistência especializada. É o caso da Embrapa, que faz desse assessoramento sua vocação, imprescindível num país de grandes áreas agriculturáveis.
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