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Combate à Corrupção - Detalhes sobre esse artigo
Título: Corrupção jamais pode ter relativismo ético
Autor: Editorial do Jornal do Comércio
Data: 16/08/2011
Link: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=70281
Artigo:
As denúncias de corrupção trazem uma sensação de impotência que derruba a autoestima dos cidadãos de bem – a maioria - no Brasil. O pior é que a repetição dos descalabros, especialmente no setor público com certa conivência de alguns setores privados, reais ou apenas de fachada, indica que estamos ainda longe de uma média de honestidade que seria desejável. Agora, políticos sob suspeita paralisam o Congresso em repúdio às “faxinas” da presidente Dilma Rousseff, que herdou uma podre herança de falta de caráter. Quando da promulgação da Constituição de 1988, chamada de “cidadã”, o deputado Ulysses Guimarães afirmou que “a Constituição, com as correções que faremos, será a guardiã da governabilidade. A governabilidade está no social. A fome, a miséria, a ignorância e a doença inassistida são ingovernáveis. Governabilidade é abjurar o quanto antes uma carta constitucional amaldiçoada pela democracia e jurar uma Constituição fruto da democracia e da parceria social. A injustiça social é a negação e a condenação do governo. A boca dos constituintes de 1987-1988 soprou o hálito oxigenado da governabilidade pela transferência e distribuição de recursos viáveis para os municípios, os securitários, o ensino, os aposentados, os trabalhadores, as domésticas e as donas de casa”. Passados quase 25 anos, o que temos?

Hoje, milhares pedem, via internet e nas colunas do leitor dos jornais e espaços de emissoras de rádio e tevê, que sejam realizadas passeatas em prol do combate à corrupção. Ouvindo as ruas, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo vai combater o crime e não tolerará abusos. Para ela, “os cidadãos têm excelentes motivos para confiar em suas instituições. Onde ocorrerem maus feitos, onde o crime organizado atuar, nós vamos combater, com firmeza, utilizando todos os instrumentos de investigação e punição de que o governo dispõe. Mas, ao mesmo tempo, tenho o dever de afirmar que farei tudo o que estiver ao meu alcance para coibir abusos, excessos e afrontas à dignidade de qualquer cidadão que venha a ser investigado. Meu governo quer uma Justiça eficaz, célere, mas sóbria e democrática”. É por aí mesmo. Na última década houve uma grande pressão pela ampliação do gasto público com o objetivo de quitar a dívida social. As despesas com pessoal e outros gastos de manutenção e inchaço da máquina pública da União passaram de 13,7% do PIB em 1991 para 25,8% do PIB em 2010 e com nítida tendência ao crescimento. Os juros estão em 12,5% ao ano, um exagero e que nos mantêm na incômoda liderança mundial. Isso tem um efeito correlato nefasto, pois atrai dólares e euros para serem aplicados aqui, valorizando o real e dificultando as exportações. Não podemos aceitar o relativismo ético no Brasil em que os que trapaceiam se dizem éticos, pois o dinheiro será bem empregado, um sofisma grotesco. A corrupção não começou agora e nem terminará neste governo. Mas o que a sociedade exige é o combate sistemático aos escroques encastelados no serviço público e que acabem de vez as filigranas jurídicas que impedem que criminosos confessos, julgados e condenados sejam libertados mais dia ou menos dia por conta dos escaninhos pouco claros da atual legislação penal.
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