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Combate à Corrupção - Detalhes sobre esse artigo
Título: Leniência com a corrupção
Autor: Editorial do jornal Zero Hora
Data: 11/08/2010
Link: http://www.zerohora.com.br
Artigo:
O mais impressionante no fato de os abusos com dinheiro público por parte de vereadores turistas terem continuado mesmo depois de denúncias de ocorrências semelhantes num passado recente não é apenas a demora da Justiça em julgar os acusados, nem a falta de fiscalização por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em ambos os casos, essas instituições precisam aprimorar seu trabalho, buscando mais agilidade e mais rigor na sua atuação. O que leva à indignação, porém, é o fato de uma minoria de políticos inescrupulosos – mesmo depois de denunciados por viagens de lazer custeadas com dinheiro do contribuinte – contar com o aval de seus partidos e com um eleitorado fiel o suficiente para reelegê-los.

A proximidade geográfica faz com que em nenhuma outra instância da federação o trabalho de vigiar a atuação de candidatos depois de eleitos seja tão facilitado como nos municípios. Ainda assim, impressiona o número de munícipes dispostos a fechar os olhos para o que o procurador de Contas Geraldo da Camino classificou de “desaforo ultrajante”. De 17 vereadores de uma lista de 22 pessoas flagradas fazendo “cursos de aperfeiçoamento” de fachada, nada menos do que 11 foram brindados com um novo mandato pelos eleitores. O número só não foi maior porque muitos deles não concorreram e um disputou a votação como vice-prefeito.

Assim como ocorreu em casos mais rumorosos e de âmbito nacional, como os dos mensalões, o eleitor nem sempre parece disposto a compensar a dificuldade de punição por parte das instituições. A tendência explica o fato de a maioria de quem ainda não foi julgado por denúncias acabar sendo eleito ou reeleito.

Esse tipo de prática na política só irá desaparecer quando o país puder contar com ampla maioria de eleitores mais conscientes. O voto de quem não se deixa levar por impulso, mas pondera e faz questão de pesquisar como o candidato foi parar na política, se em consequência de um trabalho anterior ou por interesse financeiro, ainda é a melhor forma de se evitarem deformações como as que se repetiram agora.
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